Preso falso delegado da PF que escravizava mulheres e as fazia tirar fotos nuas

Esse texto exige aviso de gatilho por tratar sobre estupro e cárcere privado.

delegado
Everton Lamartine Matte (à direita) se passava por delegado federal. Ele dizia às vítimas que “conhecia todos os policiais de Icaraí”. Foto: Divulgação

Everton Lamartine Matte, um homem que se apresentava como delegado federal, foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (23) por policiais da 35ª DP (Campo Grande), em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, Região Metropolitana do Rio. Ele é acusado de manter três mulheres em cárcere privado e de obrigar as vítimas a fazerem fotos nuas. As mulheres eram mantidas prisioneiras no apartamento de Everton, em Icaraí. Marco Antonio Esch Gomes também foi preso na operação.

Segundo a polícia, para atrair as vítimas, Everton oferecia emprego, inclusive uma proposta de trabalho como atrizes em um filme. Everton então se passava por delegado da Polícia Federal para “aterrorizar as vítimas e impedir que elas tentassem fugir”. Ele dizia que era filho de general do Exército para intimidar as vítimas.

A prática só foi descoberta porque a última vítima escapou escondida após pegar as chaves e pedir ajuda na delegacia.  Ela contou, em depoimento, que conheceu a suposta agência do criminoso em um anúncio na internet e entrou em contato.

“Além de controlar todos os horários e até mesmo a alimentação delas, também as intimidava constantemente dizendo ser filho de um general do Exército Brasileiro e que possui fortes contatos e ligações com policiais daquela região, se dizendo ainda muito influente socialmente”, alegou uma das vítimas.

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Falso delegado já havia sido absolvido pela Justiça

Everton e Marco Antonio vão responder por cárcere privado, trabalho escravo, estupro de vulnerável e estelionato. Everton já foi absolvido na Justiça por venda de fotos pornográficas.

Em uma postagem de 2013, uma outra jovem, de nome Karine Amorim, informa que havia denunciado Everton e convida outras mulheres a fazerem o mesmo.

“Ele usava essa figura de delegado para intimidar, para forçá-las a não tentar fuga porque ele sendo policial, conhecia todos os policiais de Icaraí. As armas (encontradas no apartamento) não são verdadeiras”, disse o delegado Túlio Pelosi, titular da 35ª DP.

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