Merval Pereira tenta convencer Alckmin a desistir de ser vice de Lula

Merval Pereira. Foto: Reprodução/YouTube

O imortal da Globo, Merval Pereira, tenta convencer em sua coluna o ex-governador Geraldo Alckmin a desistir de ser candidato a vice com o ex-presidente Lula. Acredite se quiser.

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Merval tenta convencer Alckmin

Ele começa sua coluna:

“A estratégia do ex-presidente Lula de chamar o ex-tucano Geraldo Alckmin para seu vice aparentemente é boa para dar a sensação ao eleitorado de centro-direita de que seu eventual terceiro governo não será radical. Mas qual é a garantia de que Alckmin representará o grupo político que o apoiava? Qual será o papel dele num governo petista?

A aparência, porém, é diferente da realidade. Sempre houve composições partidárias heterodoxas na recente política brasileira, mas sempre a composição tinha o objetivo de melhorar a governança do eleito, fossem eles os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso ou Lula, pois ambos fizeram composições com consequências claras. Até mesmo Tancredo Neves foi buscar na dissidência da Arena seu vice, a fim de poder governar”.

E sugere a desistência:

“São Paulo é um estado antipetista, e dificilmente Alckmin conseguirá fazer com que seus potenciais eleitores o apoiem na chapa de Lula. Mesmo que desista dessa aventura, já não tem mais a segurança de que disputará o governo do estado na condição de favorito, pois os demais candidatos já estão armando seus palanques, e dificilmente os eleitores antipetistas esquecerão a adesão extemporânea de Alckmim à campanha de Lula”.

E conclui:

“O abraço apertado que o ex-tucano deu em Lula no jantar do grupo de advogados que se revelaram militantes do ex-presidente, e não defensores do “devido processo legal”, é um triste retrato da submissão do ex-candidato do PSDB à Presidência da República àquele que já chamou de ladrão. Parece ser o metaverso do discurso do advogado Mariz de Oliveira, defensor de vários acusados na Operação Lava-Jato, que, a certa altura do jantar do grupo Prerrogativas, disparou: ‘O crime já aconteceu, de que adianta punir?'”.

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