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Ministério da Saúde demorou mais de um mês para decidir quem analisaria carta da Pfizer sobre vacinas

Vacina da Pfizer contra Covid-19

Do Globo

O Ministério da Saúde levou cerca de um mês e meio para definir qual área da pasta seria responsável por analisar uma carta do diretor-executivo mundial da Pfizer, Albert Bourla, oferecendo vacinas para o Brasil. A demora se deu apesar de o CEO ter ressaltado que o tempo era “essencial” e ter pedido uma reunião “o mais rapidamente possível”. Não há registro de resposta à tentativa de comunicação da Pfizer, de acordo com documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

A carta chegou ao Ministério da Saúde, por e-mail, no dia 15 de setembro, mas passou por diversas secretarias e departamentos até que fosse decidido que caberia à secretaria-executiva as “possíveis providências” a serem tomadas. Isso só ocorreu no dia 29 de outubro. O prazo contrasta com o de outras situações semelhantes, quando o ministério respondeu com mais agilidade. É o caso, por exemplo, das tratativas frustradas para a compra de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca por meio de uma intermediária.

Apelos e queixas

A carta da Pfizer foi enviada também à Presidência da República e ao Ministério da Economia, mas ambos a encaminharam para o Ministério da Saúde. Nela, executivo do laboratório americano queixa-se de que sua equipe já havia apresentado uma oferta de vacinas ao governo brasileiro. Ele diz ainda que, “sabendo que o tempo é essencial”, estava interessado em “em acelerar as discussões”. Ao fim, Bourla acrescenta que a Pfizer estava pronta para se reunir com membros do governo ou com o próprio Bolsonaro “o mais rapidamente possível”. (…)