Banco do Brasil abandona apoio a projeto para financiar irmãos Fittipald

Banco do Brasil abandona apoio a projeto para financiar irmãos Fittipald. Foto de um dos irmãos Fittipald com roupa da Fóruma 1, boné do Banco do Brasil e um carro de corrida ao fundo.
Enzo, o irmão mais novo, receberá R$ 7 milhões do banco. Foto: Divulgação

O Banco do Brasil e a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) abandonam apoio ao projeto para financiar irmãos Fittipald. O contrato de patrocínio destinava cerca de R$ 10 milhões para modalidades como natação, polo aquático e nado sincronizado. No entanto, segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, no UOL, o governo federal ordenou que diversos contratos de patrocínio fossem para os irmãos Enzo e Pietro Fittipald.

O banco negou que as negociações tenham sido encerradas ou atrapalhadas pelo investimento aos irmãos Fittipald. No entanto, o BB disse à CBDA que não mais haverá o patrocínio em 2022, ficando aberta a possibilidade apenas em 2023, caso Bolsonaro (PL) se reeleja como presidente.

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Banco do Brasil destinará R$ 7 milhões para patrocinar carro de um dos irmãos

Na decisão, o BB irá repassar cerca de R$ 7 milhões para uma ONG, via Lei de Incentivo ao Esporte, para patrocinar o carro de Enzo, o irmão mais jovem, que disputa na Fórmula 2. O secretário do Esporte, Marcelo Magalhães, disse que “nossa função aqui é apoiar o esporte como um todo e tentar abrir as portas para voltarmos a ter um nome forte dentro da F1”. Pietro teve um encontro logo depois para pedir patrocínio ao presidente.

Em nota, o banco disse que “o BB realça que estuda oportunidades de investimento em promoção e patrocínio, sejam esportivos, culturais ou negociais, estando diversos deles em estudo para investimento ainda em 2022 ou para o próximo ano. O BB não comenta sobre negociações em andamento por conta de sigilo negocial e estratégico, as quais serão divulgadas em momento oportuno”.

Já a CBDA vive uma grave crise financeira. A Confederação teve um contrato de patrocínio encerrado com os Correios, que durava 28 anos, além de ter pedido um contrato com a Globo para a transmissão de eventos, assim como parou de receber recursos do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

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