Aécio, o PSDB e o deserto de homens e idéias

O senador

O drama do PSDB é a ausência de gente notável capaz de preencher o vazio deixado por FHC.

Serra é Serra, e não é preciso dizer mais. Alckmin é a versão tucana de Suplicy: correto, mas  soporífero como um Frontal.

E Aécio é Aécio.

Lembro a bravata dele nas últimas eleições. Prometia comandar, de Minas, uma incrível reviravolta pró-Serra no segundo turno. Deu no que deu.

Agora ele é pilhado em situação constrangedora em seu papel de playboy. Três da madrugada, Land Rover, Rio de Janeiro. (Minas é tão desinteressante que um mineiro tenha que ir aproveitar a noite do Rio?)

E a recusa em fazer o teste do bafômetro.

Por quê? Ah, sim, porque a carteira estava vencida, sugeriu sua assessoria em nota.

Bem, quem acredita nisso acredita em tudo, para parafrasear Wellington.

É uma situação cômica, mas é grave. É este o exemplo que um pretendente a presidente tem a dar? Fora tudo, quem não controla a própria carteira de motorista acha que pode controlar o país?

Muito provalmente a pretensão presidencial de Aécio jazerá nesse episódio tragicômico. O brasileiro é cordial, é bonzinho. Mas bobo não é.

Aécio construiu a carreira à sombra da memória de seu avô, Tancredo Neves. Mas faltou a importantes aulas dadas pelo avô, pelo visto.

O deserto de homens que é o PSDB inclui Aécio, o senador da carteira vencida e do bafômetro rejeitado.